Alumiada

A vida nos inventa muito melhor.

agosto 18, 2006

Mudando de rumo...

Durante bom tempo, hospedei por aqui, as minhas sandices literárias. Como sempre, recebi por meio dos comentários, estímulo suficiente para não desistir de tentar entender esse nosso fascínio por literatura.
Veio o convite, de uma turma muito boa, SELVAGEM , o que me permite ter um outro endereço onde espero que vocês me visitem. Diana-Dru, a entidade que me assinou durante três anos, continuará Alumiada. E na dúvida, queimando noites.

Espero vocês!

http://naselva.com/valeria


* este espaço continuará online até 1º de setembro de 2006.

agosto 16, 2006

Maria da lua cismada

uma mulher cheia de cacarecos

Que defende teses e mais teses sobre sexo, amor, ódio, paixão e outras parafernálias. Anda pela Ilha numa saia de chita ostentando um sorriso muito branco. Diz que o melhor do dia é caçar um meio de caminho. Tem sete pontes pelo coração. Todas com nome.
Maria é mesmo da lua cismada! Tem uma têmpera machadiana que não entende nada sobre olhar incolor. Foi batizada com um redemoinho bem no alto da cabeça e ama do mesmo tamanho o TUDO e o nada.
Gosta de contar que o centro da sua cabeça é um enigma, coisa assim, sem explicação. Que o mandou benzer, lua e meia, sete noites, pra quando o passado a invocar, ela poder colidir sem medo das núpcias.
Ê Maria!

julho 22, 2006

A Anistia do Adeus


Não há verbo.
Há o olhar que asila o seu:
Torto, desavisado e casmurro.
Espalhado sobre a mesa,
Como pão.




 

junho 22, 2006

Solstício

Ao fundo com os lagos gelados!

Lá está o tal porto
onde as correntes
~ entre barcos ~
marcham de volta.

Ancorado o frio,
Então... é inverno?

junho 08, 2006

O Observador

(de um lugar demasiado magro)

Nessa alma
estante alta
conforto
mil prateleiras
cem gavetas empoeiradas
dez recados desesperados
e outros tantos
poemas sujos.

Tudo o mais
é um pote
à parte.

maio 22, 2006

Mystery

ela tinha jeito de pedra.
guardava um adeus breve para toda cena de encontro. não economizava flores. beco sem saída, ela dizia, é a vida. uma relíquia. uma coisa tardia e escondida. um tesouro. entranha do mundo, ela conhecia. chamuscava a ponta dos dedos em luz de vela e desmoronava sobre tapetes como ninguém. corria riscos e esperava uma passagem de novela das oito. mas apenas morreu. ou não.

maio 19, 2006

Caçada

Achei tua roupa perdida.
Uma calça
Uma camisa
E uns fios
Desse meu cabelo
Suicida
Entre os lençóis.
Vivo.