Alumiada

A vida nos inventa muito melhor.

dezembro 29, 2005

Pagã

Batizei-me nas águas geladas de um vale inventado. Cortejei fases da lua e poetas, numa pluralidade cheia de cismas sobre as cores absolutas, invisíveis. Oscilei muitas vezes entre a virtude de um texto simples e a mesmice de escrever até escrever.

Noites são noites. Pensamentos encharcados são estranhas combinações e se aglomeram por entre os velhos cadernos. Chavões inúteis criam páginas brancas.

Alguns textos atropelam pensamentos e nascem. São rabiscos esgotados. O que não entendo, permanece refugiado porque escondido seguro está. Até que a luz se faça, até que o que em mim se disfarça, até que o até aconteça, eu escrevo erro berro e borro. Pagã.

3 Comments:

  • At janeiro 04, 2006, Anonymous Fernando said…

    Oi,
    Passei aqui no seu novo espaço hoje. Gostei desse seu texto, com esse modo original de metalinguística. Fazia tempo não lia algo diferente assim...

    "Oscilei muitas vezes entre a virtude de um texto simples e a mesmice de escrever até escrever"

    Legal esse trecho. Um beijo!

     
  • At janeiro 04, 2006, Anonymous Leila said…

    Quando você fala já é encanto, imagina quando assim acerta os caminhos do próprio fazer poético!! Ficou lindo o novo espaço, gostei mais. Meu beijo (já incorporei, posso?)

     
  • At janeiro 04, 2006, Anonymous Mário Cezar said…

    pronto. prumou a língua. afiou a mão. aliciou os segredos de antigamente. repartir os bens da casa. palco de contentamento. acontecidos tantos. pólens e violas estão postos e querem arribar mundo afora. desdizer as mentiras. regar toda flora.. eis teus corais contra os escombros que rondam

     

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