Alumiada

A vida nos inventa muito melhor.

dezembro 29, 2005

Solidão, um jeito de andar desajeitado

Andou pelo dia todo com aquele par de sapatos escolhido. O que lhe apertava a garganta era o nó. Deixar a caixa de ressonâncias aberta era sinal de distração. A atenção voltada para o movimento do mundo. Sapatos de salto escoltavam sua vontade de caminhar sem destino. Descortinada ela nunca seria. Poria seu dia em ordem assim que escrevesse em casa. E colocaria no papel os olhares que teimava ver. O desejo de comungar com o mundo. Viu um menino entregando flor no sinal. Dono de um sorriso que imitaria até aprender! Desejou ser flor para andar pela mão do menino e morrer doada viva. A vida passa depressa. Não que ela olhe. Mas o que fazer com o que vê?

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