Alumiada

A vida nos inventa muito melhor.

maio 09, 2006

Um dia de horóscopo para Madalena

É que a loucura me invadiu logo no batismo. O padre disse: essa vai ser pagã. E assim venho regendo a desconstrução pelo mundo.

Não sei se me faço entender, Madalena. Não quero que você me explique nada. Mas solta esse cabelo e escova os dentes. Mostra o sorriso barroco. Seja ancestral, Madalena. Faça conta, que o que realmente conta, são nossas tranças que não param de crescer. Lembra o menino bonito de olhos tão cegos. Tropeçou numa jabuticaba e foi ficando roxo pra vida. Sem enfeite algum. Assustado. Madalena, ninguém tem culpa de você não ser apenas assim.

20 Comments:

  • At maio 09, 2006, Anonymous Dira said…

    moça. o seu horóscopo me fez chorar mais ainda. é q eu fico feliz por saber que Madalena provoca. E esse texto vai pra minha página, após 4 dias e nem adianta me impedir... ele vai assim mesmo..rs Eu amo vc. Muito. Pq nos dias que as chuvas invandem os meus olhos, eu fico assim, perdida, e desorientada... te adoro.

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Anônimo said…

    Sensacional! Parabéns!(Depois eu volto.)

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Tutti said…

    Valéria, esse anônima aí sou eu, viu?

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous leila said…

    Saudade de você. Aqui tudo lindo, tudo escada. Beijo,

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous eduardo said…

    Forte e bem escrito

    htto://dudve.blogspot.com
    http://cartasintimas.zip.net

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Dora said…

    Essa Madalena que nasceu para "desconstruir" e chutar o pau da barraca está encantando a gente aqui..O bonito é o que resta depois da "desconstrução"...
    Beijos, Diana-Madalena-amiga da Dira e sei lá mais o quê...
    Dora

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Anônimo said…

    Val, confesso, fiquei sem Madalena muito tempo, sem retornar aqui a essa casa de Madalena e agora voltei, tropeçando. Que supresa! O horóscopo para hoje está ótimo, com as palavras nos lugares (quase) certos e tanta beleza no parágrafo, imagem-linha, apresentando coisa boa. Ótimo, Val, continua. Se isso é mudança, como você disse, é uma ótima mudança! Beijo, volto mais!

    Ernesto Diniz
    http://ernesto.naselva.com/blog

     
  • At maio 09, 2006, Blogger Ilidio Soares said…

    Sorriso barroco. Caramba. Não tinha pensado nisso, mas é tão sintomática quanto essa Madalena que você cita e eu nem aí,mas sim, Madalena é tropeço puro, creditada culpa de eu ser quem sou, numa ancestral mania em dizer, eu não, eu não. Eu sou o outro.
    bjos
    Ilidio

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Tutti said…

    Sensacional mesmo, Valéria. Taí um texto que relampeja. (E, pra não perder o costume, será que a oração "Lembra..." não mereceria um ponto de interrogação?)

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Val responde: said…

    Tutti, firma-se a lembrança do menino. e o sinal, fica assim, escondido.:-) beijo beijo!

     
  • At maio 09, 2006, Blogger Claire said…

    Interessante como uma personagem criada por outro se apossou de uma segunda criadora, q manteve aqui um 'diálogo' com ela...

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Val responde: said…

    como Dirita diz lá em cima, Madalena, essa persona, é uma expiação para quem tenta escrever. eu só vi o horóscopo. :-)

     
  • At maio 09, 2006, Anonymous Tutti said…

    Sim, Valéra. Entendi. Essa possibilidade eu não havia cogitado. Você tem razão: esse ponto final apenas reforça, mais uma vez, a dissimulada autoridade desse que aí fala. Obrigada,viu?

     
  • At maio 10, 2006, Anonymous loba said…

    A madalena de todas nós! A personagem fugiu à sua criadora e se universalizou. E aqui ela ouve. Mas será que escuta? Madalena tem a autonomia das chuvas de verão, viu7
    Beijocas

     
  • At maio 10, 2006, Anonymous mario cezar said…

    sim diana: estende teus cabelos e nós saberemos o tamanho do perfume. abraços

     
  • At maio 10, 2006, Anonymous José de Morais said…

    Vim conferir sugestão da Dira. Gostei muito dos seus textos. O poema Ciranda é ótimo, gostei do jogo "Temo(s) amor pequeno". Lindo!

     
  • At maio 11, 2006, Anonymous Wesley Peres said…

    Valéria, esse seu texto é literatura de alto calibre, de gume áspero de água suja com reflexo de ventos por sobre.
    Bjs

     
  • At maio 14, 2006, Anonymous Loba said…

    Querida, beijo pra mulher, beijo pra poeta!
    Chegou tudinho, viu? Obrigada e desculpe a canseira! rs...

     
  • At maio 14, 2006, Anonymous Ceci said…

    Muito bom seu texto e "... são nossas tranças que não param de crescer" fala de coisas muitas na Madalena que trazemos. Sejamos ancestrais. Meu abraço!

     
  • At maio 16, 2006, Anonymous Márcia said…

    yes! é isso. perfeito.
    um beijo daqui.

     

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